
Já se depararam, certamente, com diversas opiniões sobre O SEXO! Para muitos é pecado, para outros é, nada mais nada menos que, desporto. Engraçado é haver opiniões tão diversas sobre um aspecto inalienável ao equilíbrio do ser humano. O prazer sexual situa-se na primeira fasquia da tabela das necessidades do ser racional e não é "porque sim".
Porque não parar e pensar no porquê de existir tanto taradismo e ninfomanismo nos dias de hoje?
Ora o sexo não é apenas penetração e orgasmo (apesar de muitos o pensarem dessa maneira). Sexo é um jogo físico e psicológico connosco mesmo, um parceiro ou até mesmo com um grupo. É um desafio de descoberta, é sedução e fantasia. É um enredo de sensações tão intensas que consegue mesmo transcender e desafiar as forças do nosso próprio corpo. É um toque no sítio e momento certos que nos leva a perder o controlo em nós mesmos, é todos os poros do corpo libertarem hormonas, é sentir o atrito da pele roçando noutro corpo, colando-os e aquecendo-os mutuamente. É um misto de situações que leva a que a nossa mente foque apenas um ponto - O PRAZER. Tudo funciona em prol disso mesmo. E quando estamos a caminho do ponto clímax o nosso organismo revela-se uma pista de carrinhos de choque, onde tudo faz faísca, onde as células chocam e libertam energia que transformamos, involuntariamente, em prazer sexual. É algo tão intenso que não queremos ter controlo sobre o que estamos a sentir. é querer deixar o corpo responder aos espasmos que o sexo aposto nos desperta. E quando não se consegue contrair mais e o corpo se entrega a uma única sensação, as energias envolventes tomam conta do nosso organismo durante cerca de 5 segundos. Apesar de 5 segundos parecer pouco tempo não o é. São segundos e milésimos de segundo em que não possuímos qualquer tipo de controlo, nem conseguimos pensar noutra coisa que não o PRAZER. Nisto o orgasmo revela-se a sensação mais sincera, mais liberta e desinibida que o nosso corpo pode transmitir.
Eu concluo que o sexo/amor/relação sexual (como queiram) não é objectivo, não tem definição e, acima de tudo, é nosso e ninguém o pode questionar.
Existem várias teorias, reflexões, teses, crónicas sobre sexo... a minha é esta! O prazer é viciante e tem fundamentos para o ser.